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*****BRECHÓ*****
A idéia não é nova, mas a atividade é bastante estimulante. Brechó é uma palavra que está associada a uma loja de roupas e objetos usados. Na sua origem, era na verdade chamado de Belchior, pois no século XIX, no Rio de Janeiro, existiu um sujeito que atendia por esse nome, e que teve a idéia de abrir uma loja para comercializar produtos de segunda mão. O nome Belchior, sofrendo o processo de corruptela, acabou se transformando em brechó. Parente do Sebo, que comercializa especificamente livros usados, esses estabelecimentos disponibilizam todo tipo de produtos, inclusive livros. São roupas, retratos antigos, colares, pulseiras, bonés, lenços, discos de vinil, louças, relógios e calçados, dentre tantos outros objetos que a imaginação puder conceber.
O brechó é uma alternativa inteligente e saudável em tempos de vacas magras, com a crise financeira internacional colada nos calcanhares dos desempregados e dos assalariados da sobrevivência. A opção de compra não se resume apenas a se ter acesso a um produto barato, mas a objetos de qualidade. Nesses lugares, é possível encontrar verdadeiras preciosidades a preço de banana, embora algumas bananas vendidas em hipermercados estejam custando mais caro do que muita coisa que se pode encontrar num brechó. O ambiente é propício, também, para colecionadores, estimulando ainda a reciclagem, o que coloca o negócio ao lado da modernidade, pois contribui na luta contra o desperdício, encaixando-se o brechó no rol das práticas ecologicamente corretas. 
(Paulo Melo Sousa)

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